Erros que podem ser evitados ao usar cores na decoração

Ao contrário do que muitos pensam, decorar uma casa não é tarefa fácil, pois além de funcionais, os ambientes precisam ser bonitos e proporcionar conforto e aconchego. Assim, entre os inúmeros elementos a serem pensados para compor o décor de uma residência, as cores estão entre os principais, já que através delas é possível alterar a percepção de espaço ganhando diferentes dimensões quando pintado com cores diferentes. Porém, é preciso alinhar a paleta com a proposta da arquitetura do imóvel para que faça sentido.

Em meus projetos sempre brinco com cores causando efeitos que mexem com as emoções dos moradores. Em todos estes anos trabalhando com arquitetura e design de interiores, em alguns casos opto pela monocromia nos espaços ou deixo as cores saltarem nos ambientes em pequenas porções. Mas, seja como for usar as cores nos ambientes, elas precisam estar de uma forma estruturada e valorizando a arquitetura do local. Em cada projeto, definimos a cartela de cores e as distribuímos pelos espaços. Eu gosto muito das combinações que podem ser feitas e ver as cores trazendo mais vida para os cômodos. 

Elas podem ser aplicadas em um móvel, nos objetos, em obras de arte ou nas paredes, o importante é não ter receio de experimentar e abusar da criatividade para deixar a decoração dos ambientes ainda mais bonita. Combinando arquitetura, móveis e cor, o local pode refletir a personalidade dos moradores, tornando o local único e diferenciado, mas isso irá depender da definição de onde as cores serão usadas.

Sabendo que toda cor passa um tipo de energia para o ambiente, é preciso decidir que sensação o morador quer transmitir naquele espaço. Assim, mais do que apenas escolher qual cor, é necessário pensar na saturação, pois se não for do gosto dos moradores, pode acabar gerando um certo desconforto visual ou até trazendo emoções não tão boas para quem está naquele local. Contudo, as diferentes tonalidades afetam as pessoas de formas diferentes, podendo estimular a calma ou a solidão, saindo das emoções básicas. Por isso que em todos os meus trabalhos utilizo as cores de forma bem minuciosa e equilibrada, mas sempre buscando uma visão mais arquitetônica e elegante para os ambientes.

Listei aqui 4 dicas para não errar nesse assunto:

1. As cores devem entrar na concepção do projeto

Pense nos tons assim que iniciar o projeto (nunca no final), sabendo exatamente o que você vai usar como base ou como elemento coadjuvante.

2. Distribua cores pelos espaços, cuidadosamente

Há escolhas que deixam o ambiente mais calmo, agitado, vibrante, etc… por isso, saiba exatamente o que você deseja do ambiente e calcule o tom que vai usar. Mais do que escolher qual cor usar, é preciso pensar na saturação: se você não gosta de tons vivos e enérgicos, pode pegar o caminho das nuances dessaturadas e acinzentadas, por exemplo.

3. Teste, experimente…

Faça mistura harmônicas, teste antes. Inclusive, antes de sair pintando uma parede, recorra aos testes vendidos pelas marcas. Teste mais de um tom, que se comportará de forma diferente na parede, conforme a luz que incide ali.

4. Arquitetura, decoração e design caminham juntos

Jamais pense separadamente as cores das paredes, dos pisos, dos móveis, dos objetos… Eles são parte integrantes da história e da memória de um ambiente. Sozinha, uma cor tem um efeito, mas, acompanhada, isso pode mudar. Experimente composições e seja feliz!

Marina Carvalho (@marina.carvalho.arquiteta)

Arquiteta e designer de interiores com MBA pela FGV, atuou no Studio Arthur Casas. Toca escritório com seu nome.

Fundada em 1948, a PINI é uma empresa de informação especializada no atendimento às necessidades dos profissionais e empresas da indústria da construção civil. Atua nas áreas de Mídia, Sistemas, Educação, Informação Estratégica e Consultoria.

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